A descoberta que nunca tive coragem para admitir:

Não acredites em quem apregoa o amor; acredita antes em quem o pratica!

Wednesday, December 19, 2007

Cerrada


Tanto tempo!

Na verdade não me tem apetecido cá vir. Não tenho tido muito para dizer, ou antes, não tenho sabido dizer o que me apetece, ... não sei, não sou capaz de dizer o que penso, o que sinto, ... há uma barreira espessa entre o pensamento e a palavra, entre a alma e a verbalização.
Já há muito tempo que estes dois pares não se entendem. Parece que andam a pontos de se divorciarem. Não há meio de chegarem a um acordo, de encontrarem um ponto comum a partir do qual possam recomeçar. Acho que lhes foi arrancada a essência, o motor, ...

Há tanto tempo!

O Natal está à porta e eu sem saber o que dizer!

Saturday, November 10, 2007

Thursday, November 8, 2007

Cais da Ribeira

...
- Olha! Que giro! Fizeram disto um restaurante! Que vistas fantásticas!
...
- Vimos cá jantar um dia?
- Pr'a quê? Mas tu vais a um restaurante para ver as vistas ou para comer?
...
...

Monday, October 29, 2007

Em falta

Estou em falta.
Estou em falta com aqueles que me leram, que me comentaram, que foram, principalmente, presentes e solidários.
Não saem, as palavras!
Estão retidas, indecisas e medrosas.
É aquilo que vos dizia há dias: apetece-me hibernar.
Mas eu volto.
Um dia eu volto.

Tuesday, October 2, 2007

Os 1111

Ontem, dia 1 de Outubro, consultei este local apenas por volta das 23 horas. Fui a 1111ª consulta. A milésima centésima décima primeira????
Lembrei-me dos 1111 e de El-rei D. Sebastião.
Foi um dia estafante, completamente ocupado, não tive tempo de almoçar e, só jantei porque era o dia do meu aniversário: jantei o jantar que eu própria confeccionei.
Por norma costumo recusar-me a cozinhar neste dia. É que não gosto mesmo de cozinhar. Faço umas coisas quando me aplico mas, se pudesse, teria uma cozinheira em vez de uma empregada de limpeza, uma cozinheira em vez de um jardinheiro. Não que não seja eu a tratar das limpezas e a cuidar das minhas flores mas, estas coisas eu gosto de fazer.
Costumo dizer que gostava de gostar. Se gostasse seria feliz a fazê-lo. Quando gostamos do que fazemos, fazemo-lo bem e felizes. É assim com tudo, não é?

Thursday, September 27, 2007

The power of words

Why does it still hurt so much!?
Why can these words be so painful? Words like love, affection, hope, joy, ... future, harmony, again hope, tenderness, ...
Why do these words "I love you" hurt so?
It still hurts.
It still cuts.
It still burns.
They are still loud, noisy, lacerating words to my soul.

Because whispered to someone else.
I'm a thousand pieces broken woman.

Thursday, September 20, 2007

Eu vi




Eu vi e ainda vivem na minha memória.

Tuesday, September 4, 2007

Setembro

"Setembro desfolhou-se
Vestindo flores silvestres..."

Mais uma noite mal dormida.
É nestas noites, de papo para o ar, de olhos fechados no escuro - os olhos abertos no escuro começam a doer, fazem ver estrelas, picam - que me assaltam imensas memórias, da infância, da juventude, ... e hoje, porque estamos em Setembro, talvez, lembrei-me daquela canção da Madalena Iglésias, "Setembro".
Tentei lembrar-me da letra mas falta muita letra para lembrar.
"...
Eu esperava Setembro
para voltar a ver-te
para voltar a dar-te
os sonhos que eram nossos.
Vestida de esperança
e de alma enamorada
eu esperava Setembro
para voltar a ver-te.

Setembro desfolhou-se
vestindo flores silvestres
........
Nos braços dos agrestes"

Não me lembro de mais. Adorava esta canção. Mais até do que "Ele e Ela".
Hoje, logo de manhã, fui à net, pesquisei, pesquisei mas nada.
Contudo, ainda não desisti. Hei-de encontrar.

Monday, September 3, 2007

Raluca: my sister

Raluca is a friend. A marvellous friend.
I met her in June 2003 during an English Language Course in Gloucester, England.
She is Roumanian and she was there for the same reason I was.
From the beginning I felt she was someone special, with a gracious way of looking, someone who looks you in the eye when talking and listening to you. This is very difficult to find nowadays. This means you are really being listened to; this means you have a strong person in front of you able to listen and not to judge, to pick and keep you up.
Since then, although very far away, she has been my "sister", that sister I would like to have but I don't.
Thank you, Raluca.

Tuesday, August 28, 2007

O meu inverno

Ultimamente tem-me apetecido hibernar.

Apetece-me entrar numa caverna e lá ficar até o meu inverno passar.

Fico sempre na esperança que vem o verão mas, espero, espero, ... ele dá um ar de querer aparecer mas logo se dissipa.

O tempo, este tempo de Verão (agora com maiúscula) que estamos a viver também é assim: vem, vai, reaparece, vai de férias.

Acho que este tempo tem muita responsabilidade pelo meu inverno. Será?
É que nem as minhas artes manuais me dão alento!

Tuesday, August 21, 2007

O Pintas

Este é o Pintas que me diz: - "Aqui quem manda sou eu!"


Este é o mesmo Pintas a dizer: - "Pronto, vá lá, já podes visitar a minha casa."

O Pintas é um mero que mora na reserva do Garajau, na Madeira.
Conheci-o este ano, nos finais de Julho.

Porque já o conhecia – de ouvir falar – e sabia de algumas histórias interessantes a seu respeito, foi com muito entusiasmo que desci até à sua “casa”.
Sabia que, anos antes, ele tinha feito estragos na mão de um mergulhador, por ter confundido os seus dedos com salsichas, confusão essa originada pelo mau hábito de alguns mergulhadores alimentarem os peixes.

Comecei a descida pelo cabo, embora hoje já goste de a fazer em queda livre e, uma vez no fundo, aos 36 metros, fiz uns pequenos ajustes ao colete, às luvas – para que os meus dedos não fossem confundidos com salsichas, e iniciei a visita com os colegas que me acompanhavam. Foi uma questão de segundos e o Pintas já estava à nossa frente. Mesmo à minha frente, perpendicular a mim, enorme, muito castanho e pintalgado.
A minha primeira reacção foi fechar as mãos. É incrível a forma como nós, inconscientemente, temos actos tão defensivos. O Pintas, por sua vez, abriu a sua bocarra até às “orelhas”, levantou “a crista” como os cães elevam o pelo do lombo, como que a dizer-me –“Aqui quem manda sou. Estás na minha casa. Porta-te bem”.
E eu, imóvel, de mãos fechadas e já debaixo dos sovacos, ali fiquei à espera que ele fosse embora para eu poder mexer-me.
Depois desta recepção, o Pintas deu à barbatana e desapareceu por trás de um rochedo para, logo de seguida, voltar e passear-se na nossa frente, fazer pose para a câmara e nadar ao nosso lado.
Durante todo o mergulho tivemos o Pintas a acompanhar-nos, a mostrar-nos os seus domínios, os seus vizinhos e os seus amigos.
Acho que ele gostou de mim.
Também, depois do cagaço que me pregou, deve ter ficado a pensar:
- “Bem, esta já percebeu quem manda. Será inofensiva”.

Monday, August 20, 2007

Loiras! Bah!


Pois é!

Somos duas: eu e a Guapa.

A Guapa é uma "perra" matreira.
Veio cá p'ra casa há doze anos. Fomos buscá-la ao Sabugueiro.

Estava um frio de rachar lá por cima mas, conforme íamos descendo, o calor ia aumentando. A Guapa, coitadita, lá vinha na mala do carro - não vá o diabo tecê-las e ela começar a vomitar como o cão de uns amigos que pregava sempre esta partida quando viajava de carro.
As paragens tornaram-se frequentes para ver como ela se portava, se estava bem, se tinha sede, ... até que reparámos que ela tinha a língua muito branca. Que se passaria?
Nada. Afinal de contas era a sua primeira viagem de carro, caramba! É um pouco como a nossa primeira viagem de avião: até a língua se nos deve ficar branca, só que não a vemos e também não andamos a mostrá-la a toda a gente para lhe ver a cor.
No dia seguinte já estava de língua da cor das línguas dos cães.
A partir daí foi o quinto membro da família.

Ultimamente anda triste, parece-me "pensativa", não tem muita vontade de se atirar aos pardais, - mesmo que eles estivessem empoleirados nos fios e longe do seu dente, ela não desistia. Agora, olha-os, afita as orelhas mas, logo a seguir, volta a deitar a cabeça sobre as patas dianteiras e adormece. Passa o tempo a dormir. Tavez seja a velhice a marcar presença.

Friday, August 10, 2007

Tudo leva o seu tempo.




"Tudo leva o seu tempo!" era uma expressão da minha avó Maria, - sábia nestas coisas da vida - e que me tem acompanhado nesta última fase confusa, para não dizer conturbada da minha vida.

O nosso corpo e a nossa alma pedem-nos calma, pedem-nos tempo, pedem-nos paciência, pedem-nos por vezes o impossível, mas pedem. Pedem sempre. E nós resistimos, ou resignamo-nos mas, a verdade é que o tempo tem um lugar preponderante na (re)solução de muitas questões na nossa vida.

Agora, depois deste tempo, venho espalhar alguma da minha alegria reconquistada, reconstruida, gota a gota, porque de muitas lágrimas foi feita, para, lentamente, viver os dias em harmonia com a Natureza, com a minha natureza, a natureza de quem gosta de viver, de apreciar o que existe de bom neste planeta que nos foi dado para viver.

Uma grande parte dele, a maior, é água. Foi lá, nessa água, que encontrei a tranquilidade e a calma que me faziam falta e que me fazem bem. Descendo. Fundo, bem fundo.




Wednesday, June 13, 2007

Baptismo



Não, esta não sou eu.

Contudo, muito em breve, podereis ver-me assim, de máscara, a espreitar por trás de uma qualquer rocha, fazendo festas a um peixe que me deixe fazer-lhe festas.

Acredito que nem todos os peixes estarão para aí virados mas, sempre haverá algum que não se importe, que não se assuste comigo, que perceba que sou inofensiva.

No passado domingo fiz o meu primeiro mergulho no mar. Quinze metros de profundidade.

Que diferença!
Se me assustei?

Ah, sim, um pouco. Pensar que havia tanta água por cima de mim e que não podia, acima de tudo, falhar na subida, foi um pouquinho assustador. As leis da Física não podem ser esquecidas. Para baixo todos os santos ajudam, já para cima, há que ter muito cuidado.

Foi para isto que andei a aprender Física, ou antes, a relembrar aquilo que já tinha aprendido.

Se conseguir vencer todas as etapas tenho vontade de partir para outra: a fotografia. Fotografar debaixo de água.


Friday, June 8, 2007

Mar em fogo



A minha alma sobrevive


Como pássaro aterrado,
a minha alma navega num mar de fogo persistente,
numa busca desesperada por um hiato de calmaria.

O pior e o melhor das coisas

Uma corda.
Existe um ser diferente dentro de mim.
Um ser que luta diariamente sem saber muito bem por quê.
É como se existisse uma corda e, em cada ponta, esse ser tivesse uma das suas mãos.
Cada uma das mãos esforça-se por superar a outra, com uma força titânica.
O mais certo é a corda rebentar se as duas forças forem persistentes e contínuas.
O ideal seria que uma delas cedesse.
Desta forma, a corda ficaria unida para servir a parte que ganhasse, qualquer que ela fosse: a Razão ou o Coração.

Friday, May 25, 2007

Somos animais de costumes recorrentes

Não sei se sei o que diz esta frase mas, tendo em conta os últimos acontecimentos, cheguei a esta conclusão: acabo sempre por repetir os mesmos erros.

http://www.youtube.com/watch?v=uPgWFj-ZqIE


First of all must go
Your scent upon my pillow
And then I'll say goodbye
To your whispers in my dreams
And then our lips will part
In my mind and in my heart
Cause your kiss
Went deeper than my skin

Piece by piece
Is how I'll let go of you
Kiss by kiss
Will leave my mind one at a time
One at a time

First of all must fly
My dreams of you and I
There's no point in holding on to those
And then our ties will break
For your and my own sake
Just remember
This is what you chose

Piece by piece
Is how I'll let go of you
Kiss by kiss
Will leave my mind one at a time
One at a time

I'll shed like skin
Our memories of lazy days
And fade away the shadow of your face

Piece by piece
Is how I'll let go of you
Kiss by kiss
Will leave my mind one at a time
One at a time
One at a time
One at a time

Tuesday, May 22, 2007

A Física

A Física foi sempre o meu calcanhar de Aquiles.
Já a Matemática, e apesar de ter uma tendência para as Letras , era uma espécie de aliada em muitas coisas do meu dia-a-dia e, por isso, dei-lhe sempre especial atenção. Gostei muito da Matemática que tive a oportunidade de estudar. Acredito mesmo que continuaria a gostar caso avançasse no seu estudo.
Hoje, passados tantos anos, estou a enfrentar o meu "calcanhar".
Termos e conceitos como Pressão (atmosférica, hidroestática, absoluta), Densidade, Lei de Arquimedes, Lei de Boyle, etc, etc, etc, estão a reentrar no meu vocabulário e a adquirir espaço na minha vida prática.
Por outro lado, para quem a atmosfera foi sempre esta coisa do ar que nos invade as narinas, que rodeia o nosso planeta, que é agredida/poluída constantemente, ... bla, bla, bla, vê-se agora a braços com uma outra atmosfera (atm) ou muitas, com um bar ou muitos, mas não daqueles onde entramos e nos sentamos para tomar qualquer coisa, enfim, uma série de novas palavras, novas experiências que, nos próximos tempos me vão ocupar e dar alguma boa disposição, espero.
Espero também poder levar a bom porto este barco que me propus pilotar.
A seu tempo darei notícias.

Friday, May 18, 2007

Já não há paciência!

Sem querer fazer juízos de valor, acho que já chega deste jornalismo barato, usurpador da inteligência minha e dos outros portugueses que, sem muitas alternativas, diariamente são massacrados com o caso Madeleine ( já não tenho a certeza quanto à grafia do nome, porque os meus neurónios devem, também eles, estar fartos).
A acrescentar a esta invasão noticiosa, vêm os colunáveis e poderosos chamar a si a atenção do mundo, oferecendo chorudas recompensas por informações sobre a pequena.
Como criança que é, esta tem todos os direitos e merece do todos o máximo que se puder fazer para ser encontrada mas, nem ela nem nenhuma outra deve ser usada para promoção seja de quem for.
Além disso, no mesmo "cárcere" estão milhares de crianças por toda a Europa, Ásia, África e, que eu tenha conhecimento, ainda não houve uma onda gigante de oferendas pelos mesmos, para proporcionar meios às organizações que, no terreno, lutam com muitas dificuldades para encontrar, recuperar e evitar que estes casos aconteçam.
Para além do raptor, há muita gente a usar a Madeleine.
Chega!

Monday, May 14, 2007

Sem força

Escrever tornou-se uma necessidade nos últimos meses mas, depois, foi fugindo, fugindo, ... até à completa apatia.
Muitas outras coisas na minha vida se tornaram causadoras de "apatias" constantes, desinteresses frequentes, como se já nada no mundo me dissesse alguma coisa, como se eu, aqui presente há tantos anos, já não fizesse parte deste espaço, deste tempo, deste grupo de seres que me rodeiam e que comigo convivem, diariamente, mas que passam sem dar por mim.
Estou, por assim dizer, sem força, sem vontade.
Que se terá passado?
Perdi-as ou roubaram-mas?

Friday, May 11, 2007

I need to be fixed

Ainda respirando o ar bafioso de um lugar há séculos fechado, sentindo o aperto revoltado de um grito que não sai e, mais que tudo, experimentando os cortes e pontos da perda, perco-me nesta música, nestes versos, em volume quase máximo, ...
Masoquismo?
Necessidade.
Vontade.

Para todos os que perderam;
Para todos os que ainda não perderam;
Para todos os que ainda acreditam nunca vir a perder;...
Convido-vos a ouvir e a sentir.
A verde.
Esperando?

I will fix you

When you try your best, but you don't succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can't sleep
Stuck in reverse?

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can't replace
When you love someone but it goes to waste
Could it be worst?

Lights will guide you home,
And ignite your bones,
And I will try to fix you,
High up above or down below
When you're too in love to let it go
But if you never try you'll never know
Just what you're worth

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
Tears stream down your face
When you lose something you cannot replace
Tears stream down on your face
And I
Tears stream down your face
I promise you I will learn from my mistakes
Tears stream down on your face
And I
Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you
(Clodplay)

Friday, April 27, 2007

Sem título

De rajada, sem título, sem muito que dizer, mas querendo dizer muito, saí à procura das palavras.
Os conceitos estão cá, as memórias transbordam mas, as palavras, ... as palavras escasseiam.
Depois de um dia longo, exaustivo, apetece-me deitar-me, elevar as pernas contra a parede, como se fizessem o pino, oferecendo-lhes um descanso merecido depois de horas intermináveis, semi dobradas, numa cadeira, à espera que a noite chegasse.
Finalmente, o dia terminou.
Espero que a cama me dê, lhes dê, o silêncio e o repouso para sonhar e buscar as palavras que, amanhã, talvez, já possam fluir sem resistência.