O Pintas é um mero que mora na reserva do Garajau, na Madeira.
Conheci-o este ano, nos finais de Julho.
Porque já o conhecia – de ouvir falar – e sabia de algumas histórias interessantes a seu respeito, foi com muito entusiasmo que desci até à sua “casa”.
Sabia que, anos antes, ele tinha feito estragos na mão de um mergulhador, por ter confundido os seus dedos com salsichas, confusão essa originada pelo mau hábito de alguns mergulhadores alimentarem os peixes.
Comecei a descida pelo cabo, embora hoje já goste de a fazer em queda livre e, uma vez no fundo, aos 36 metros, fiz uns pequenos ajustes ao colete, às luvas – para que os meus dedos não fossem confundidos com salsichas, e iniciei a visita com os colegas que me acompanhavam. Foi uma questão de segundos e o Pintas já estava à nossa frente. Mesmo à minha frente, perpendicular a mim, enorme, muito castanho e pintalgado.
A minha primeira reacção foi fechar as mãos. É incrível a forma como nós, inconscientemente, temos actos tão defensivos. O Pintas, por sua vez, abriu a sua bocarra até às “orelhas”, levantou “a crista” como os cães elevam o pelo do lombo, como que a dizer-me –“Aqui quem manda sou. Estás na minha casa. Porta-te bem”.
E eu, imóvel, de mãos fechadas e já debaixo dos sovacos, ali fiquei à espera que ele fosse embora para eu poder mexer-me.
Depois desta recepção, o Pintas deu à barbatana e desapareceu por trás de um rochedo para, logo de seguida, voltar e passear-se na nossa frente, fazer pose para a câmara e nadar ao nosso lado.
Durante todo o mergulho tivemos o Pintas a acompanhar-nos, a mostrar-nos os seus domínios, os seus vizinhos e os seus amigos.
Acho que ele gostou de mim.
Também, depois do cagaço que me pregou, deve ter ficado a pensar:
- “Bem, esta já percebeu quem manda. Será inofensiva”.
Conheci-o este ano, nos finais de Julho.
Porque já o conhecia – de ouvir falar – e sabia de algumas histórias interessantes a seu respeito, foi com muito entusiasmo que desci até à sua “casa”.
Sabia que, anos antes, ele tinha feito estragos na mão de um mergulhador, por ter confundido os seus dedos com salsichas, confusão essa originada pelo mau hábito de alguns mergulhadores alimentarem os peixes.
Comecei a descida pelo cabo, embora hoje já goste de a fazer em queda livre e, uma vez no fundo, aos 36 metros, fiz uns pequenos ajustes ao colete, às luvas – para que os meus dedos não fossem confundidos com salsichas, e iniciei a visita com os colegas que me acompanhavam. Foi uma questão de segundos e o Pintas já estava à nossa frente. Mesmo à minha frente, perpendicular a mim, enorme, muito castanho e pintalgado.
A minha primeira reacção foi fechar as mãos. É incrível a forma como nós, inconscientemente, temos actos tão defensivos. O Pintas, por sua vez, abriu a sua bocarra até às “orelhas”, levantou “a crista” como os cães elevam o pelo do lombo, como que a dizer-me –“Aqui quem manda sou. Estás na minha casa. Porta-te bem”.
E eu, imóvel, de mãos fechadas e já debaixo dos sovacos, ali fiquei à espera que ele fosse embora para eu poder mexer-me.
Depois desta recepção, o Pintas deu à barbatana e desapareceu por trás de um rochedo para, logo de seguida, voltar e passear-se na nossa frente, fazer pose para a câmara e nadar ao nosso lado.
Durante todo o mergulho tivemos o Pintas a acompanhar-nos, a mostrar-nos os seus domínios, os seus vizinhos e os seus amigos.
Acho que ele gostou de mim.
Também, depois do cagaço que me pregou, deve ter ficado a pensar:
- “Bem, esta já percebeu quem manda. Será inofensiva”.
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