
Não, esta não sou eu.
Contudo, muito em breve, podereis ver-me assim, de máscara, a espreitar por trás de uma qualquer rocha, fazendo festas a um peixe que me deixe fazer-lhe festas.
Acredito que nem todos os peixes estarão para aí virados mas, sempre haverá algum que não se importe, que não se assuste comigo, que perceba que sou inofensiva.
No passado domingo fiz o meu primeiro mergulho no mar. Quinze metros de profundidade.
Que diferença!
Se me assustei?
Ah, sim, um pouco. Pensar que havia tanta água por cima de mim e que não podia, acima de tudo, falhar na subida, foi um pouquinho assustador. As leis da Física não podem ser esquecidas. Para baixo todos os santos ajudam, já para cima, há que ter muito cuidado.
Foi para isto que andei a aprender Física, ou antes, a relembrar aquilo que já tinha aprendido.
Se conseguir vencer todas as etapas tenho vontade de partir para outra: a fotografia. Fotografar debaixo de água.
7 comments:
Que maravilha!
E que saudades.
Comecei a mergulhar ainda criança.
Nas águas cálidas das Caraíbas, transparentes e cheias de vida expressa nos corais de variados e multiplos aspectos e peixinhos que vão do tranparente ao multicolor. Os meus mergulhos eram limitados ao ar que os meus pulmões podiam aguentar. Breves segundos onde os meus olhos resguardados pelos óculos de mergulho se enchiam de mar. Mais tarde experimentei o mergulho " a sério".
É algo fascinante que nos sabe sempre a pouco e dai o perigo.
Somos tal como o Ícaro e o Dedalo voando nos céus de Neptuno onde julgamos não ter limite para as asas que nos levam sempre mais fundo.
Ao ler-te vieram-me gostos à boca que só quem mergulha sabe sentir.
Aguardo as fotos. ;)
Post a Comment