A descoberta que nunca tive coragem para admitir:

Não acredites em quem apregoa o amor; acredita antes em quem o pratica!

Monday, March 29, 2010

Wednesday, March 24, 2010

Primavera

Dizem os manuais que a Primavera chega a 21 de Março.
De facto, esteve um dia bonito; um dia de Primavera.

Ontem, a manhã foi injusta. Tão injusta que me fez questionar coisas, atitudes, dedicações, entregas, ... questionei-me a mim própria: Mas afinal, quem serei eu? Que posso, na realidade, dar aos outros? Como é essa minha dádiva encarada e recebida pelos outros?
Fiz-me diversas perguntas - algumas mais idiotas do que outras - mas, no fundo, questionei muita coisa. Arrependi-me de outras tantas.

O almoço, no Lais de Guia - meu refúgio preferido - foi leve, apreciado, embora só. Terminei-o com uma chávena de chá verde a acompanhar uma tarde de maçã morninha com uma bola de gelado. Mistura de sabores, ... o quente e o frio, ... . Uma delícia! Achei, por momentos, que tinha exorcisado aquela manhã. Como me enganei!

Regressei ao trabalho.
O contacto com o espaço trouxe-me, de volta, a manhã. Aquela manhã injusta.
Mas, respirei fundo, olhei pela janela, liguei o computador e pensei:
- Paciência! Não há-de ser nada de grave.
Qual paciência? Remoí-me toda por dentro. Continuei o meu discurso interno de questões, de suposições, de "porquês", ... aquela minha constante luta: Razão versus Emoção. Como elas se desentendem, ultimamente!

Mas afinal, em que contexto deste discurso entra a Primavera?
No fim do dia.
Precisamente aí.
Um Anjo desceu, pegou em mim ao colo, mostrou-me que a Primavera existe, que é, ainda, possível apreciar as manhãs radiosas, os dias de sol, os fins de tarde alaranjados, ...
Afinal as cores existem. Para além do cinzento e do preto, há outras cores: as da Primavera.
Ah, e o verde é bonito.
E o azul, como o azul pode ser tão meigo e doce!

Monday, March 8, 2010

Ainda 8 de Março




Já escureceu e, ...
Continuo sem dar por nada.





Friday, March 5, 2010

Finalmente, deixei-te.

Não foi só hoje.
Já foi há muito tempo.
Tanto, que me perdi na data.

Porquê lutar contra o impossível?
Porquê dar murros em faca?
Porquê perder tempo com quem não me dedica um segundo?
Porquê insistir?
Porquê?

Tenho medo, muito medo de me transformar em mais uma deficiente: louca, cega, surda, muda, ...

...

Citando Mario Quintana:

DEFICIÊNCIAS

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê o seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para os seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir os seus tostões ao fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é aquele que não consegue andar na direcção daqueles que precisam da sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

A amizade é um amor que nunca morre.